HomeOlá. Este é meu antigo bangalô virtual!Sep 13, 2004

Photo AlbumPor ti americaJul 9, '06 7:35 PM
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Blog EntryUltrapassando o tempo dos Incas...Jul 9, '06 7:33 PM
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Passei o domingo sorvendo um pouco mais das culturas que existiram no continente americano, visitando a exposição "Por Ti América", trazida ao país pelo Banco do Brasil.

Logo na entrada já dá para entender que vamos ver uma gama de culturas altamente sofisticadas que floresceu nas Américas do Sul e Central há mais de cinco mil anos, como explica o próprio portal de divulgação, na entrada (que, ironicamente, fui proibido de fotografar!). Na foto ao lado, você pode ver um impressionante "poncho" ritual, feito de lã de lhama e penas de aves coloridas, com mais de 450 anos!

A foto não permite que vejamos os detalhes. Esse é um caso no qual ver a peça não pode se comparar a ver uma foto da peça.



Os povos pré-colombianos eram numerosos, diversificados e expressavam seu desenvolvimento intelectual no domínio da matemática, da astronomia, na tecnologia metalúrgica, nas técnicas de irrigação, na manipulação genética da agricultura e na codificação da linguagem em formas de escrita não-alfabéticas, usadas desde o segundo milênio A.C.



A exposição acontece nos três primeiros andares do Instituto Culturao Banco do Brasil e mostra peças de ouro, de impressionante beleza.

De certo modo foi um domingo surpreendente, já que encontrei imagens e cerâmicas que já conhecia, das visitas feitas à Bolívia e ao Peru, para ir até Machu Picchu, mas também conheci muito do que restou de civilizações muito anteriores aos Incas.



Por fim, o Banco do Brasil explica que "o rico legado destes povos, pouco conhecido dos brasileiros, está exposto pela primeira vez no Brasil na mostra Por ti América, que ocupa quatro andares do Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. O evento fecha uma trilogia que começou em 2003, com a mostra Arte da África, em 2003, e seguiu com Antes - Histórias da Pré-história, em 2004."

Um dos objetos que mais me agradou foi um Quipu Inca, com mais de 500 anos. Os Quipus são fios semelhantes à barbantes, mas colorizados e marcados com nós especiais, com o sistema de contagem decimal, que os Incas usavam para contabilidade, estatística e para transmitir idéias e comunicar abstrações.


Blog EntryLancei, hoje, um novo blog. Tema: Mapas MentaisMay 31, '06 10:20 PM
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Como as pessoas que estão mais próximas de mim já sabem, estou reorganizando meu trabalho on-line. Por isso, estou separando os assuntos dos quais trato em diferentes blogs.

Hoje, lancei um blog novo, dedicado somente ao tema de Mapas Mentais, uma técnica de gestão de idéias, conceitos, projetos, apresentações, roteirização... e muito mais coisas, completamente gráfico.

Mapas Mentais são usados por produtores de TV e Cinema, repórteres, autores, grupos de criatividade e foco, administração de equipes e empresas, gestão de RH, estudantes, professores... para dizer a verdade, ainda não sei que não usaria...

Os Mapas Mentais podem ser feitos com ajuda de um computador ou apenas com uma folha de papel e canetas. Você quer conhecer o blog?

O endereço é: http://aldonovakmapas.multiply.com/

Lembre-se de que se trata de um OUTRO blog do multiply, e se você é meu contato no blog anterior, isso NÃO signfica que estamos conectados lá. Se você desejar ficar por dentro do meu trabalho nesse novo blog, peça que eu conectarei você.

Assim, qualquer informação sobre Mapas Mentais não aparecerá no meu blog antigo(este, no qual você está lendo isso).




Blog EntryVoltando ao MultiplyMay 28, '06 11:51 PM
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O tempo passa, e continuo no Multiply. Testei outros blogs, mas não gostei dos resultados. Por isso, creio que você continuará a ler (se desejar, claro) meus posts por aqui.


Blog EntryVa rapido o bastante... e devagar o bastanteOct 7, '05 9:23 PM
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Blog do Aldo:
São Paulo, Brasil, 8 de outubro de 2005

"Vá rápido o bastante para terminar o que você tem que terminar, mas devagar o bastante para fazer direito.".
Frase acima é de Ralph Marston. O texto, abaixo, de Aldo Novak
Para republicar este texto, leia explicação ao final deste boletim


Aquela frase clássica, que diz que "o apressado come cru e quente", continua mais atual do que nunca. Mas, agora, em uma época de ansiedade "moderna",  parece que é pecado ir devagar. Parece que, quando dizemos "estou trabalhando nisso", todos ficam desapontados. Querem escutar "já terminamos isso". Os chefes cobram velocidade, os clientes cobram velocidade, as empresas cobram velocidade. Até você cobra velocidade de si mesmo, não cobra?
 
O curso de idiomas tem que ser rápido, ou não serve; a viagem para chegar ao local no qual vamos descansar tem que ser rápida, esquecendo-nos de que o caminho já é parte das férias; a dieta tem que ter resultados rápidos; o namoro, noivado e casamento devem acontecer rápido, como em uma comédia romântica; a refeição, claro, tem que ser rápida, na mais rápida fast food.
 
Todos cobram velocidade. Poucos cobram direção.
 
Nesse mundo, no qual todos esperam que você seja como a lebre, lembre-se de colocar a lebre sob o comando da tartaruga. Porque, de outro modo, sua vida entrará em uma espiral de emergências, de coisas para ontem e das famosas "urgências urgentíssimas". Então, sem aviso, a vida desaparece da nossa frente, seja a vida de um ente querido ou alguém que trabalhava ao seu lado. Isso vem rápido.
 
 Nesses momentos, nossa mente confusa costuma ficar lúcida. E questionamos aquilo que deveríamos ter questionado todo o tempo: nossa direção.
 
 Estou fazendo isso direito? Estou fazendo por um motivo? É isso o que eu devo fazer, ou é melhor fazer outra coisa?
 
 Nesses momentos, começamos a dar menos atenção aos que nos pressionam por velocidade, e costumamos valorizar mais aqueles que se preocupam com a qualidade dos nossos resultados de vida. Nessas horas, paramos para pensar, olhar e conversar com as poucas pessoas que realmente importam, em nossa vida, e deixamos os neuróticos e ansiosos de plantão falando sozinhos.
 
 Sim, velocidade é muito importante. Devemos ser cada vez mais rápidos... desde que estejamos na direção certa, fazendo direito a única coisa que devemos fazer na vida: a própria vida. Como sugere Ralph Marston, "Vá rápido o bastante para terminar o que você tem que terminar, mas devagar o bastante para fazer direito."
 
Talvez seja hora de você aderir ao movimento da "slow food", comendo devagar, passeando devagar e, na medida do possível, trabalhando devagar. Ninguém vai gostar muito disso. Mas são eles ou você quem vai viver a sua vida?
 
Claro que, infelizmente, há coisas que não podemos escolher. Geralmente, somos forçados a dar velocidade, mesmo que com qualidade inferior, ou perdemos o emprego. Mas o verdadeiro problema é quando tudo na nossa vida tem que ser rápido, porque nós próprios entramos em um ciclo infinito de estresse e velocidade. Você pode ser seu pior chefe.
 
O maior risco, não é a velocidade forçada pelo mundo, mas aquela que você força sobre seu corpo, sua mente e sua vida.
 
Olhe menos para o relógio, e mais para sua bússola. Vá rápido o bastante para terminar o que você tem que terminar, mas devagar o bastante para fazer direito.



Aldo Novak, autor do texto, é coach & conferencista.
Diretor da Academia Novak do Brasil (http://www.academianovak.com.br)

Seu sucesso começa quando você é ético e faz o que deve fazer, quando ninguém está olhando; nestes momentos, você cresce para a única pessoa que tem que respeitar você. Você mesmo! Por isso, eu peço a gentileza de que você mantenha meu nome como autor deste texto e coloque um link para o site http://www.academianovak.com.br (link ativo, por favor*). É sempre um prazer conhecer as pessoas que usam meus textos em seus sites, blogs e reuniões corporativas ou de RH.

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(c) Aldo Novak 1993-2005. Todos os direitos reservados.
Fora da internet, é expressamente proibida a reprodução de mais de
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Leia Também os textos abaixo:


EventViagem para Machu Picchu 2006Oct 6, '05 8:45 AM
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Start:     Feb 24, '06 12:00a
End:     Mar 5, '06 12:00a
Confirmada a Jornada Sagrada para Machu Picchu com o Light Coaching, dia 24 de fevereiro de 2006, durante as festividades de carnaval.

E, no caminho até Machu Picchu, visitaremos também o Lago Titicaca, El Alto, Tambo Machay, os sítios arqueológicos de Tiawanaku, com a Porta do Sol, Saqsayhuaman, Sillustani e Pisac, a pirâmide de Ahapana (1.580 a.C.- 1.200 d.C.), a ilha e os índios de Los Uros, as belezas de Cuzco, o impressionante Valle Sagrado, o Templo do Amor em Ollantaytambo, Águas Calientes e muito mais!

As informações sobre nossa viagem estão em http://www.academianovak.com.br/evento/jornadainca

Durante dez dias cruzaremos três países, com a participação de Alcione Luiz Giacommiti, Mário "El Puma", Gerardo Arce, Eduardo Mamami e eu.

Durante nossa jornada, acompanharei o grupo e manterei contato direto com cada participante, individualmente, seja no aeroporto, nas viagens, durante as refeições, ao visitarmos relíquias arqueológicas e poderosos ambientes naturais, sob as estrelas e em torno da fogueira.

Juntos, conversaremos estrategicamente sobre sonhos, metas, objetivos, coerência, recursos pessoais, paixão, compromisso, disciplina, coragem, medo, humor, sorte, reação & resposta, saúde, relacionamento e caminhos.

Será uma viagem inesquecível.

Os participantes (30 pessoas) se encontrarão no Aeroporto Internacional de São Paulo. De lá, partiremos para El Alto, próximo de La Paz, primeira parada da nossa viagem.

Blog EntryAs coisas não mudam. Nós mudamosSep 26, '05 8:59 AM
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Blog do Aldo:
São Paulo, Brasil, 25 de setembro de 2005

AS COISAS NÃO MUDAM. NÓS MUDAMOS.
Frase acima é de Henry David Thoreau. O texto, abaixo, de Aldo Novak
Para republicar este texto, leia explicação ao final deste boletim


Talvez o mundo mude amanhã. Mas isso não é provável. As mudanças no mundo são lentas, apesar de toda a corrida que alguns de nós enfrentamos todos os dias.

Ainda assim, seu mundo pode mudar de modo impressionante, nas próximas 24 horas. Na verdade, pode mudar na próxima hora. Porque tudo o que você está vendo, sentindo e tudo ao que você está reagindo, o faz porque existe um mundo real e um mundo "filtrado".

A forma como vemos o mundo é chamada de "paradigma", palavra grega que foi "reapresentada" ao mundo científico por Thomas Kuhn em seu livro "A Estrutura das Revoluções Científicas"(1), que mostrou que todas as grandes revoluções aconteceram devido a mundanças na forma de ver o mundo, na ruptura com o modo como estávamos olhando para o universo. A ciência não mundou, depois de Kuhn, nós mudamos.

Essa é a parte curiosa. Todos nós filtramos o universo de acordo com nossas próprias expectativas, crenças e princípios de vida. Por isso, uma mesma cena pode comover uma pessoa e não causar absolutamente nada em outra. Cada uma delas teve uma diferente reação àquilo que viu com um filtro mental diferente.

Stephen R. Covey, conta uma história que viveu no metrô de Nova York. Veja o que quero dizer:

"Eu me recordo de uma mudança de paradigma que me aconteceu em uma manhã de domingo, no metrô de Nova York. As pessoas estavam calmamente sentadas, lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma, tranqüila.

Subitamente um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal, de modo que o clima mudou instantaneamente.

O homem sentou-se a meu lado e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação. As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam coisas e chegavam até a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos. Mesmo assim o homem a meu lado não fazia nada.

Ficou impossível evitar a irritação. Eu não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito sem tomar uma atitude. Dava para perceber facilmente que as demais pessoas estavam irritadas também. A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, virei para ele e disse:  – Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito neles?

O homem olhou para mim, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente:

– Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer alguma coisa. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora. Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não conseguem lidar com isso.

Podem imaginar o que senti naquele momento? Meu paradigma mudou. De repente, eu vi as coisas de um modo diferente, e como eu estava vendo as coisas de outro modo, eu pensava, sentia e agia de um jeito diferente. Minha irritação desapareceu. Não precisava mais controlar minha atitude ou meu comportamento, meu coração ficou inundado com o sofrimento daquele homem. Os sentimentos de compaixão e solidariedade fluíram livremente."

O mundo não mudou, não é? Mas você mudou, ao ler o texto. Mudou de paradigma, e isso causou uma diferente reação em seu corpo. Você e eu nunca vemos a realidade total. Vemos apenas uma parcela dela, que selecionamos, em grande parte inconscientemente.

A única prisão real que você têm, está em cima dos seus ombros. E só você tem a chave mestra. Como afirmava Henry David Thoreau: "as coisas não mudam; nós mudamos".


Aldo Novak,autor do texto, é coach & conferencista.
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Leia Também os textos abaixo:


EventPractitioner em PNL - 4º móduloSep 15, '05 11:54 AM
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Start:     Sep 17, '05 9:00a
End:     Sep 18, '05 7:00p
Location:     Prince Tower, R. Mamoré, 305 – Bom Retiro – São Paulo – SP
Módulo 4 curso do curso de "Practitioner em PNL" a ser realizado no próximo final de semana, dias 17 e 18 de setembro de 2005.

Instrutores: Walther Hermann e Terê Passarella

Horários: das 9h às 19h

Local: PRINCE TOWER – Fone no local: (11) 3335-2222
R. Mamoré, 305 – Bom Retiro – São Paulo – SP
Esquina com a Rua Júlio Conceição

Blog EntryAlma Gêmea: Segredos de um encontroSep 12, '05 9:35 AM
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Blog do Aldo:
São Paulo, Brasil, 12 de setembro de 2005

Tudo o que foi vivido
Novo livro de Rosana

"Tudo o que foi vivido,
Me preparou pra você
Não se ofenda com meus amores de antes
Todos tornaram-se pontes
Pra que eu chegasse a você... "


Assim começa o mais novo livro da jornalista, escritora e conferencista Rosana Braga. O lançamento, que a Academia Novak ajudou a promover, aconteceu no sábado, dia 10, em um espaço na Vila Madalena, em São Paulo. Com o título de "Alma Gêmea: Segredos de um encontro", o livro já estava nas livrarias um dia antes do lançamento (fiquei até tentado a comprar antes, mas preferi fazer isso no dia do lançamento).

Rosana e eu nos conhecemos há muitos anos (quando eu ainda era professor de inglês, na cidade de Guarulhos, e ela era uma adolescente que estudava, na mesma escola.

Muitos anos depois, nos reencontramos em um dos congressos
Expomanagement, e descobrimos que trabalhávamos em áreas complementares. Não demorou muito e os textos dela já estavam sendo publicados no site da Academia Novak -- sendo, até hoje, alguns dos mais lidos.

Por isso, o sucesso de seus livros é algo previsível. Ainda assim, as primeiras pessoas que "roubaram" meu exemplar para ler no domingo (eu estava em outro evento, durante o domingo todo, e deixei minha cópia na mesa da sala de treinamentos) cobriram o livro de elogios.

Muito bom sinal.

Raquel e eu saímos com nossos exemplares autografados e, naturalmente, tivemos nosso momento de fãs, fazendo nossas fotos com a autora, antes que ela fique tão famosa que nem consigamos mais as fotos, nem autógrafos. Até para fazer essas fotos foi preciso pedir um minuto para a fila.


 

Durante o coquetel, tive a chance de  encontrar a conferencista Elaine Toledo, ao lado do marido, prestigiando o lançamento. Elaine é palestrante na área de finanças pessoais -- se você não consegue lidar com o seu dinheiro (ou a falta dele), ela pode ajudar muito.



Já temos dois workshops de Elaine marcados, na Academia, para o próximo ano. O primeiro acontecerá nos dias 18 e 19 de fevereiro, enquanto o segundo acontece nos dias 21 e 22 de outubro (de 2006). Tenho impressão de que não vai demorar muito, para estarmos no coquetel de lançamento de um livro dela, também.

Por outro lado, Rosana Braga participará de meu workshop "Perguntas e Intenções que Unem Casais", ainda sem data marcada. Isso tornará o workshop ainda mais interessante e poderoso. Além disso, Rosana e eu estamos desenvolvendo uma viagem chamada "Jornada Sagrada do Amor", cujos detalhes serão divulgados no primeiro semestre de 2006, logo depois que eu voltar da nova viagem para Machu Picchu.

Aliás, essa nova viagem para Machu Picchu será oficialmente divulgada nos próximos dias. Já estou recebendo vários telefonemas e uma tonelada de e-mails de pessoas interessadas em participar.

Estou respondendo pessoalmente para cada uma das pessoas interessadas, motivo pelo qual essas respostas podem demorar um pouco.

Esse problema de tempo não é fácil. Semana passada, não consegui me encontrar com uma amiga, a atriz e apresentadora Bianca Rossini (http://www.biancarossini.com)  que estava em São Paulo, mas mora em Beverly Hills, nos Estados Unidos, vindo muito pouco para cá. A agenda dela, e minha, simplesmente não "batiam".

 


Bianca (que já trabalhou em séries como Chicago Hope, The Sentinel, The Bold and the Beautiful...) e escreveu o livro  "Julia", está por aqui por pouco tempo, mas mesmo assim não conseguimos conciliar os horários dela e os meus.

Tanto a fazer... e tão pouco tempo!

Podia ser pior. Eu podia ter tempo demais, mas nada para fazer nesse tempo. Certamente, não posso reclamar.




Aldo Novak


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Leia Também os textos abaixo:


Start:     Sep 10, '05 6:00p
End:     Sep 10, '05 10:00p
Location:     Espaço Villa do Frade - Rua Fradique Coutinho, 1379, Vila Madalena – SP, (11) 3814-2848
Coquetel de Lançamento e noite de autógrafos do livro "Alma Gêmea: Segredos de Um Encontro" de Rosana Braga

10 de setembro, sábado

18h00 - 22h00

Coquetel e noite de autógrafos

Espaço Villa do Frade.

ReviewReviewReviewReviewReview2 Filhos de Francisco - Um filme excelente.Sep 5, '05 9:17 AM
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Category:Movies
Genre: Drama
O mais recente lançamento da Globo Filmes, 2 Filhos de Francisco - A história de Zezé di Camargo e Luciano, é um filme excelente. Assista sem receio.

O cinema nacional deixou, há muito tempo, de ser o amadorismo de "uma câmera na mão e uma (péssima) idéia na cabeça". Filmes impressionantes como Olga (que não concorreu ao Oscar por incompetência da distribuidora), mostraram que a indústria brasileira está no pé das outras indústrias cinematográficas do mundo.

Em termos de qualidade, naturalmente, não quantidade.

E qualidade é uma marca do filme "2 filhos de Francisco". Se você espera um filme "caipira", pode tirar o cavalo da chuva. Também não é apenas um filme promocional da dupla sertaneja (filmes promocionais são como aqueles que Elvis Presley fazia, no qual o que menos importa são as estórias -- o que queremos, mesmo, é ver Elvis cantando). Não é o caso de 2 Filhos de Francisco.

Esse é para os fãs e para quem nunca comprou, nem vai comprar, um CD da dupla. Mesmo que você deteste esse gênero musical, vai ser difícil não gostar de 2 Filhos de Francisco. É um filme completo, com drama, humor, alegria, coragem e diversão.

Embora esse longa metragem trate do nascimento da dupla Zezé di Camargo e Luciano, na verdade o que vemos é um drama humano (positivo) com uma estrutura narrativa excepcionalmente alegre e bem feita, apesar da rudeza com que a vida trata quem está tentando sobreviver.

Trata-se de uma história real e, por isso, mostra dores e sofrimentos (como sofrimentos que existem na vida de todos nós), mas mostra, também, como uma família de retirantes sempre conseguiu transformar limão em limonada.

Para mim, que trabalho mostrando para as pessoas que "a força está na decisão focada, seguida de ação positiva consistente", é delicioso assistir uma história na qual os personagens decidem, focam e AGEM para transformar as circunstâncias em realidade. Seja qual for essa circunstância.

O longa metragem, 2 filhos de Francisco, da Conspiração Filmes, não é aqueles dramalhões mal produzidos que faz com que você saia do cinema querendo se atirar da primeira janela, deprimido. Ao contrário: é um filme que até parece a "jordada do herói" classica, com tempestades pelo caminho mas um final "para cima", que faz valer o dinheiro que você pagou na entrada. Mais do que isso, é um filme que mostra A ÚNICA forma de vencer consistentemente:

DECIDA-AJA-VERIFIQUE... MUDE... DECIDA-AJA-VERIFIQUE...

Isso vale para a dupla sertaneja, para o pequeno empresário, para a dona de casa, para o estudante, para o projetista, para o inventor, para o escritor e por ai vai. O filme é uma representação perfeita disso.

*** A propósito, se você for como eu, e gostar de ficar no cinema lendo os créditos finais, notará uma frase de Zezé di Camargo destacando o fato que que não basta sonhar, mas que todo sonho deve ser seguido de ação. Acho que ele não precisa de um coach. Um cliente a menos :-)))

Há aqueles que vão jurar de pés juntos que tudo depende de sorte, na vida. Só esquecem de perguntar o que é a sorte. Se verificarem, notarão que a sorte é o encontro da oportunidade com a preparação. Uma delas, sem a outra, não funciona. Mas oportunidades são aleatórias, enquanto a preparação depende unicamente de você.

Você tem que se preparar durante muito tempo, sem que tenha NENHUM resultado aparente, até que surja a oportunidade (e você precisa estar de olhos bem abertos, para não perde-la, claro).

Você verá que Zezé di Camargo (cujo nome real é Mirosmar) sempre foi criado pelo pai para ser cantor sertanejo. Aos 11 anos, Mirosmar ganhou do pai um acordeão, e seu irmão, Emival, um violão. "Seu" Francisco gastou todo o dinheiro da colheita para comprar os instrumentos para os filhos.

As conseqüências disso, você terá que assistir para saber.

O roteiro é de Patrícia Andrade e Carolina Kotscho. A direção é de Breno Silveira, que têm um histórico de direção de TV em especiais musicais e videoclipes (ganhou mais de dez MTV Awards). Em 2000 esteve à frente do documentário Amyr Klink - Mar Sem Fim, exibido no GNT e no programa Globo Repórter, da TV Globo. Daniel Filho e Paula Lavigneé são produtores associados.

Quer um excelente programa no cinema, para fugir das boçalidades que pipocam por ai? Vá assistir 2 filhos de Francisco. A trilha sonora é de Caetano Veloso e Zezé Di Camargo.

Nota dez.

Aldo Novak


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Direção
Breno Silveira

Produzido por
Luciano Camargo
Leonardo Monteiro de Barros
Luiz Noronha
Pedro Buarque de Hollanda
Pedro Guimarães
Rommel Marques
Emanoel Camargo
Breno Silveira

Produtor Associado
Daniel Filho

Produtora Associada
Paula Lavigne

Roteiro
Patrícia Andrade e Carolina Kotscho

Colaboração de Roteiro
Luciano Camargo
Domingos de Oliveira
Breno Silveira

Direção de Fotografia
André Horta e Paulo Souza (Paulão)
Montagem
Vicente Kubrusly

Produção Executiva
Marcos “Tim” França

Produtora Delegada
Cláudia Braga

Direção de Produção
Luiz Henrique Fonseca

Direção de Arte
Kiti Duarte

Figurinos
Cláudia Kopke

Maquiagem
Martín Macías Trujillo

Som Direto
Valéria Ferro e Renato Calaça

Edição de Som
Alessandro Laroca

Mixagem
Armando Torres Jr.

Trilha sonora
Caetano Veloso e Zezé Di Camargo
Produção de Trilha Sonora
Berna Ceppas
César Augusto
Moreno Veloso

Música Incidental
Berna Ceppas e Jaime Allem

Preparação do Elenco
Lais Corrêa

Produção de Elenco
Ciça Castello

Empresas Produtoras
ZCL Produções Artísticas
Conspiração Filmes

Empresas Co-produtoras
Columbia TriStar Filmes do Brasil
Globo Filmes




Blog de Viagem:
Machu Picchu, Perú, 21 de agosto de 2005

Obrigado por ter viajado conosco, mesmo que virtualmente
A partir de agora, começo a preparar nossa viagem de fevereiro do ano que vem, durante os feriados de carnaval. Venha comigo para Machu Picchu!

Hoje, termino de publicar nossos posts da viagem para Machu Picchu 2005.

Não foi fácil, tentar usar a internet de hotéis, cybercafés e, por fim, escrever em meu caderno de notas para transferir para internet, ao obter uma conexão disponível. Mas valeu a pena. É a primeira vez que tenho um registro de uma de minhas viagens.

Um registro parcial, naturalmente.

Havia 25 pessoas em nosso grupo, mas você apenas leu 1 blog. Portanto, foi apenas a minha percepção da viagem. Há, pelo menos, 25 outras percepções que seriam interessantes. Mas, como fazer blogs de viagem ainda não é muito comum (no Brasil), acho que você terá que ficar mesmo apenas com o que achei, de nossa Jornada Sagrada ao Império Inca. Uma pena.

  

Dependendo da data na qual você ler este post, eu já terei chegado ao Brasil, mas estarei incomunicável até o dia 5 e 10 de setembro, colocando em ordem meus trabalhos. Especialmente, tenho que acertar detalhes dos workshops com Walther Hermann (divulgarei as novas datas em breve) e com outros parceiros da Academia Novak.

Mas quero agradecer muito aos que me acompanharam nessa jornada de autoconhecimento. Claro que eu não disse tudo, no blog. Na verdade, você só teve acesso a uma pequena parte do que aconteceu. Muito pequena.

Foram momentos especiais. Alguns pude representar em fotos, minhas ou de nossos participantes. Outros, apenas em minha memória.

Momentos captados pelas lentes, como em Pisac, com as crianças cantoras...

 

ou com Viviani Bovo, ensinando autocinética para o grupo em El Alto, o mais alto povoado permanente do planeta, nos Andes, quando estávamos próximos ao céu...

 

 

... ou, ainda,  quando navegamos pelo Titikaka, em barcos feitos de totora, para conhecer os índios da ilha de Los Uros e ganhamos os deliciosos abraços dos filhos dos
que vivem lá há séculos,...

 

 

 
 
... assim como quando visitamos Cuzco, seus deliciosos restaurantes e sua história de resistência à colonização, com suas românticas ruas e alamedas. À noite, seus mistérios...  de dia, sua energia de vida...

 


 

... e seus belíssimos templos que visitamos, como o de Saqsayhuaman, à noite, com nosso guia, o Xamã Mário El Puma; quanto mais conhecíamos sobre os Incas, mais nossa união aumentava.

 


E, claro, o sítio arqueológico de Pisac, quando encontramos crianças lutando para sobreviver, enquanto enfrentávamos o vento frio que cortava a montanha.

 

Imagens da nossa descida pelo Valle Sagrado. Tão lindas que somente as fotos podem mante-las em nossa memória.

 

Momentos de descoberta individual. E momentos de descontração.

 


Momentos de frio, agasalhados ... momentos de calor, com camisetas e brincadeiras e até água...

 

 



Momentos sagrados. Internos. Reflexivos.

 

 

  


Ou momentos da mais pura diversão.

 

 
  

  


 
 
Momentos de abraços, encontros, integração.

 


  

  


  

 


Mesmo quando cada um de nós precisou de um momento de completa solitude. Ou por escolha, ante a paisagem de Machu Picchu, ou por dever de ofício, perdido e exausto em um mar de malas do nosso grupo, antes do embarque, esses momentos estavam lá.

   

Acima de tudo, momentos de VIDA. Momentos muito mais significativos do que passar 10 dias diante da TV, da internet ou repetindo as mesmas reclamações, fazendo de conta que estamos vivendo.

Tudo foi importante. Nada se perdeu, nessa jornada. Mas nada pode ser repetido. Não teremos "reprise" desses momentos únicos. Momentos engraçados, ou estranhos. Curiosos, ou amorosos. Podemos até ter jornadas assemelhadas, mas jamais iguais. Esse grupo nunca mais se reunirá da mesma forma, no mesmo lugar, enquanto o universo existir.

Isso define muito do que vivemos.

Várias coisas, por motivos de privacidade dos participantes, ou por fazerem parte de atividades que não devem ser abertas, mantive somente para quem lá esteve.

A todos eles, que lá estiveram, e à você, que nos acompanhou virtualmente, meu muito obrigado.

Tentei passar, no curso desses dez dias, algumas experiências que julguei interessantes para todos nós.


 

Espero ter conseguido entreter você e, ao mesmo tempo, ajudar aqueles que queiram visitar Machu Picchu, por conta própria, ou em nossa próxima viagem (que acontecerá em fevereiro de 2006), a terem uma visão mais clara da viagem, do que fazemos, de como é nosso roteiro e da preocupação que temos com alguns detalhes da viagem.

Se desejar participar, ligue para Alcione Luiz Giacomitti ou para mim,  ou envie um e-mail para
jornadasagrada@academianovak.com.br pedindo informações sobre como ir conosco. O número de vagas é limitado e, certamente, estaremos com lotação esgotada muito antes da data da viagem (como aconteceu dessa vez). Sugiro que você não deixe para a última hora (até porque, inscrevendo-se antes, pode dividir em várias parcelas).

O programa completo da viagem está em http://www.academianovak.com.br/evento/jornadainca/

Ano passado, recebi vários telefonemas e e-mails de pessoas interessadas em ir, mas que estavam com medo. Perguntavam: "vamos dormir no deserto ou em pousadas?" -- nenhum dos dois, apenas hotéis; "os hotéis têm banheiros no quarto, ou no corredor?" -- sempre nos quartos. "Qual o nível dos hotéis" -- sempre os melhores da região, começando com um cinco estrelas em La Paz. Em Águas Calientes não há hotéis de padrão elevado, mas ficamos no melhor da cidadela.

"Teremos comida?" -- sim, todas as refeições já estão inclusas, bem como taxas em aeroportos, embarque e visita em todos os parques, templos e museus. Você só precisa colocar a mão na carteira se desejar comprar lembranças, durante a viagem. Todo o principal, está incluso.  Naturalmente, se você tem alguma restrição alimentar, precisa checar conosco antes, sobre a possibilidade de ter suas refeições garantidas.

Gosto de trabalhar assim, "all included", para que meus clientes (que se tornam amigos) não tenham preocupações desnecessárias em outro país.

Enfim, acho que para você, que leu todos os posts do blog, ficou claro que não vamos caminhar pelas montanhas por 48 quilômetros, não é? (sim, algumas pessoas fazem esse caminho, a pé. Não é nosso caso ).

O que você acha de vir comigo, e com a equipe de Alcione Giacomitti, em fevereiro do próximo ano? Será durante o carnaval, e se você se inscrever agora, garante os preços atuais (os preços devem subir em breve).

As vagas já estão abertas e já temos as primeiras inscrições.

A próxima viagem será um pouco diferente. Teremos um programa de atividades alteradas, da Academia Novak, e não vou aplicar coaching ao grupo. Mas isso será explicado mais tarde!

A partir de agora, esse blog volta a publicar meus posts pessoais, sobre assuntos diversos, inclusive minhas conferências, meus poemas rascunhados e as viagens que promovo no Brasil. Também volto a publicar meus newsletters motivacionais (assine, enviando um e-mail para assinar-academianovak@grupos.com.br). Em breve teremos algumas viagens para as cidades de Ilhabela e Campos do Jordão.

Espero que você tenha gostado desses momentos. Aqui, sozinho agora, posso dizer que gostei muito. Não apenas pelo lugar, mas pelo resultado das pessoas que nos acompanharam.

Porque, no fundo, o melhor lugar do mundo pode nos dar a pior experiência, dependendo das pessoas que estão conosco. E o pior lugar do mundo pode virar um paraíso, também dependendo das pessoas que estão conosco.

As pessoas são, muito frequentemente, a mais importante diferença.


 

Espero que você tenha gostado das notícias que publiquei no blog.

Um grande abraço, direto do povoado de Águas Calientes, em Machu Picchu, para você, que esteve comigo nessa jornada sagrada ao Império Inca e ao reinado do Deus Sol.


Aldo Novak
Coach e conferencista



Todas as fotos desse blog tiveram o patrocínio de Baggio Technology. Por isso, um agradecimento especial ao meu amigo, Fred Baggio. Além disso, meus sites são mantidos por Luiz Aleagi, do PHPNuke.Org.br    Se não houvesse alguém se preocupando com meus sites, enquanto viajo, seria impensável sair do Brasil. Por isso, também para ele, meu muito obrigado.

Stop And Go Turismo Ltda - EMBRATUR 145341-1

   



Blog EntryMachu Picchu. Enfim, chegamos!Aug 29, '05 7:13 PM
for everyone
Blog de Viagem:
Machu Picchu, Perú, 19 de agosto de 2005 

Meus amigos, apresento Machu Picchu
A Cidade Perdida
Um impressionante monumento erguido pela civilização Inca

Machu Picchu

Acordamos cedo, separamos roupas leves e nos encontramos no lobby do hotel. Mário pediu que levássemos capas de chuva, pois poderia chover em Machu Picchu. Resultado: todos fomos comprar capas, ao lado do hotel. Trinta minutos depois, estávamos no ônibus que leva até a Cidade Perdida. Felizmente, não choveu enquanto estivemos lá, mas o tempo fechou pouco antes de voltarmos.

O ônibus gastou quase meia hora entre Águas Calientes e Machu Picchu, subindo a montanha por meio de uma estrada em zig-zag, que lembra as estradas brasileiras que vão para o litoral, no sudeste e sul do Brasil. Ainda assim, a estrada é boa e calma.

 


Do lado de fora da janela, podemos ver as montanhas que cercam a cidadela e fico imaginando a dificuldade que deve ter sido, para os Incas, construírem algo tão alto. E compreendo porque seria uma fortaleza invencível para os espanhóis, que jamais sequer encontraram esse lugar, em sua brutal tentativa de "cristianizar" os mais de 20 milhões de incas -- na verdade, o que eles queriam era apenas roubar o ouro e conseguir escravos, para sua colonização. Religião, como sempre, foi apenas a desculpa dos invasores.

08h30: Chegamos. A partir de agora, tenho um problema. Tirei mais de 300 fotos e somente uma dúzia entrarão nesse blog. Perdoe-me, portanto, a edição. Estou, além disso, incluindo fotos tiradas por outras pessoas do grupo.

  

Na entrada de Machu Picchu, parece que estamos em um parque temático americano. Boa infra estrutura e centenas de pessoas já entrando. Mas, felizmente, dura pouco essa "civilização" forçada, com apresentação de ingressos (25 dólares por dia, por pessoa) e logo, depois de uma caminhada curta, passamos para o outro lado da montanha. Então, encontramos a cidade escondida pelo tempo por mais de 500 anos...

Machu Picchu: A cidade perdida




Lá está ela. A cidade que abrigou entre 1000 e 5000 Incas durante seu apogeu. Para esse lugar vieram os membros do Império que dirigia toda a América do Sul, antes de Colombo, Cabral e o perigoso Francisco Pizarro estarem por aqui.

 


Os Incas tinham um enorme império que controlava vários reinos -- muito maior que os impérios europeus ou saxões. Na verdade, toda a nossa história é uma piada, perto do que os Incas construíram. Esse povo era conquistador, mas jamais destruía os territórios conquistados, nem depunham seus líderes. Eles anexavam administrativamente povos isolados, mantinham tudo igual e apenas incluiam a nova área como parte do império. Diferente dos europeus, que matavam todos os que encontravam em sua expansão.

Curiosa diferença.



  


Logo que encontramos a cidade perdida, Mário El Puma chamou todos do grupo para se reunirem no topo da cidade Inca. Ninguém do grupo sabe, mas ele vai desafiar a lei peruana, ao pedir que o grupo se reúna para orar.

Não é permitido reunir grupos em Machu Picchu. Quem viveu o regime militar brasileiro, já passou por coisa parecida. Não chega a ser assim, no Peru, mas há um regulamento que impede reuniões nos templos arqueológicos. Mário está a ponto de quebra-lo.

O pior que pode acontecer é um guarda acabar com a oração e com a 'palestra' sobre os Incas.

     

Tendo as montanhas, como fundo, e nossa atenção ao que dizia, El Puma contou a história da queda da cidade sagrada e orou (uma mistura da religião inca com influências cristãs).  Falou das invasões, dos estupros contra as mulheres aprisionadas, do massacre de mais de 20 mil Incas, mortos com armas de foto pelos 300 soldados de Francisco Pizarro...

 

Nosso grupo é diferente. Enquanto outros grupos têm guias "normais", que contam uma história decorada de um manual da faculdade de turismo, Mário conta sobre o passado de seu povo, conta da força dos antepassados, conta da luta de vida e morte daqueles que defendiam seu território.

  

Mário não "puxa a sardinha" para o lado dos incas. Alguns de seus relatos são tão equilibrados que surpreendem. Mas ele não fala as bobagens que escuto outros guias dizendo.

Por isso, escutamos atentamente. Mesmo quando ele sai do "histórico" e passa a falar do lado espiritual. Para a visão mais larga, a borda da sombra é a linha da luz.

  



   

Lá estamos nós. Com o único guia que usa roupas indígenas. O único xamã a desafiar abertamente o regulamento (que proíbe qualquer reunião de grupos em Machu Picchu) e começa nos reunindo para uma apresentação e uma oração.

Já olho para ver se há algum segurança, que vai nos importunar. Não há. Melhor assim. Não conheço a constituição peruana, mas sei que somente há alguns anos os descendentes dos Incas tiveram reconhecida sua condição. Isso não significa que haja proteção constitucional para liberdade de crenças, como há no Brasil.

A "peroração" de nosso Xamã dura uns 25 minutos. Depois, vamos conhecer a cidade perdida.

  

Antes, porém, começamos a fotografar o próprio grupo, para mostrar aos amigos distantes que realmente estamos aqui.


 

Borella, Éverton e Carol são alguns dos primeiros. Mas as câmeras de todos não param de funcionar.


As próximas horas são de intensas informações.

Descobri que há três modos diferente de visitar Machu Picchu: Um deles, é fazendo um tur normal, com um guia turístico convencional (nada contra eles, na verdade admiro-os e trabalho com guias "convencionais" nas viagens brasileiras).

O problema é que, em um local como Machu Picchu, você precisa de mais do que informações de um manual. Assim, você receberá uma série de informações, semelhantes àquelas que um guia de museu oferece, mas sem paixão, sem preocupação com o fato da informação estar correta, ou não.

Havia um grupo italiano, por exemplo, logo depois do nosso, no qual a guia dizia onze bobagens para cada dez informações .  Eu era o último do nosso grupo, enquanto ela era a primeira do dela. Então, eu escutava os dois grupos.

Um outro guia chegou a afirmar que uma das salas, usada para observação astronômica (que permitia, por meio de um espelho d'agua, saber o momento das colheitas observando se as estrelas corretas eram refletidas (foto abaixo) na água, seria na verdade, onde os incas faziam tijolos! Agora, eu não vi sequer UM tijolo em toda a cidade perdida. E, até onde sei, não há olarias em Machu Picchu. 

Meu alerta é: escolha com cuidado seus guias. Verifique as credenciais. Saiba se são guias que conhecem mesmo a história, ou leram apressadamente um folheto de treinamento da agência turística...

  

Durante mais de 4 horas, caminhamos pelas ruínas. Então, descobri que há um segundo modo de ver Machu Picchu: o modo de "visitar as pedras e desconhecer seus significados".

Acontece, que muita gente pensa que Machu Picchu é um amontoado de pedras. Tecnicamente, estão corretos. Mas se você visitar Machu Picchu somente para ver as pedras, vai perder o melhor da festa. Pergunte para quem já esteve por lá, o significado das pedras. Pergunte por que elas estão colocadas em certas posições.  Os incas não tinham escrita, portanto codificavam suas mensagens por meio do tamanho, posição relativa, quantidade e desenhos nas pedras!

Nenhuma pedra, na cidade perdida ou em qualquer outro templo peruano, era colocada da mesma forma como nós assentamos tijolos no Brasil. Antes de cortar e colocar um pedra, em qualquer lugar, os incas escolhiam a mensagem que desejavam passar e posicionavam as pedras em direção aos pontos cardeais, com objetivos bastante específicos. Era a forma de comunicação deles. Portanto, a última coisa que você deve ver em Machu Picchu são as pedras. As mensagens que as pedras passam são muito mais importantes!

O que me leva ao terceiro modo de visitar Machu Picchu: lendo as mensagens não escritas. Para isso, você precisa de um guia que saiba ler essas mensagens.

Vou dar um único exemplo, abaixo:

Mário nos levou até uma área que apresentava uma espécie de palco. "Aqui, os incas faziam oferendas", explicou. E disse mais. Mário detalhou que os pedidos às forças da natureza tinham que respeitar "aquilo que é justo", não apenas algo que queremos.

Andou alguns metros mais e nos mostrou um segundo grupo de pedras, ainda na área em que os incas faziam pedidos e oferendas. Observe com atenção a pedra próxima à Mário, na segunda foto. O que você vê?

  

Se você não viu nada, olhe para essa foto mais próxima (abaixo). Há um rosto (de perfil) sorrindo, em alegria pelas "graças" recebidas. Veja os olhos, o nariz e a boca, parecendo os traços de um desenho.

  

Talvez você pense que é coincidência... mas em Machu Picchu nós visitamos uma área na qual os incas treinavam os jovens na arte de "moldar pedras" para dar significado. E essas imagens estão espalhadas por toda a cidade, embora nem todo mundo que visite Machu Picchu saiba disso.

Além do mais, Mário completou a informação dizendo: "Muito cuidado com o que você pede aos deuses, pois se você tiver prazer à custa dos outros, a alegria se transformará em pesar".

Então, Mário pediu que todos nós passássemos para o outro lado da mesma pedra. E o que nós vimos? Veja você mesmo: a mesma face, só que agora triste, chorando (na foto, Mário mostra a posição da boca). É a mesma face, mas do outro lado.

A mensagem que os incas queriam dar aos que faziam pedidos, no templo, era sobre a importância em pedir de modo consciente e responsável, ou do prazer adviria a dor.

Em PNL, Walther Hermann chama a isso de "verificar a ecologia" de uma ação. Em coaching temos algo parecido. Hermann, e eu, não teríamos emprego, em Machu Picchu.


  

 

Curiosamente, enquanto Mário explicava esse significado, essa mensagem, muitos turistas passavam correndo, apenas olhando pedras, como um analfabeto olha um livro, sem se preocupar em ler as mensagens que lá estão escritas.

Meu conselho: tenha certeza de que seu guia sabe ler as pedras, para você não correr o risco de viajar milhares de quilômetros para ver... bem...  pedras...

Infelizmente, não posso recriar cada uma das passagens do Mário, suas explicações ou fotos. Por isso, agora, apenas deixo você com outras fotos do local, abaixo:



Como das lhamas, que pastam livremente na cidadela (provavelmente, colocadas lá para apararem naturalmente os gramados e servirem de modelos para para fotos dos turistas); Veja que, como em outros templos peruanos, os incas mantinham seus jardins de cultivo em formato de escadas, para evitar a erosão dos terrenos.


  

  

  

  
Lio, tentando conseguir a melhor foto, custe o que custar.

 



Aos poucos, vamos fazendo mais fotos, aprendendo sobre o modo de pensar dos Incas e seu sistema de comunicação.
 
  

  

Observamos seus monumentos, como essa área dedicada a um pequeno roedor, que eles veneravam e com o qual "conversavam", como fazemos hoje com os nossos cães e gatos. Eles acreditavam que os roedores tudo sabiam, por que andavam por todos os lugares, entre as pedras, e tudo escutavam. Na foto acima, a pedra representa um desses roedores (em tamanho gigante), mas a luz não ajuda muito. Visto direto, a imagem da rocha é boa.



  

Observamos a maneira como os Incas cortavam as pedras, transformando-as em tronos, mesas cerimoniais e até casas.

Entramos e conhecemos os ambientes nos quais os incas guardavam cereais, água e comida. Conhecemos até mesmo uma "geladeira" que Machu Picchu tem. Feita nas rochas, era usada para manter grãos e cereais por vários dias, com temperaturas de cerca de 10 graus, quando do lado de fora podemos ter até 25 ou 30 graus.

Uma geladeira natural, há mais de 500 anos...

  

Vimos e andamos pelas áreas nas quais eles plantavam (eu até fui expulso de uma dessas áreas, por uma guarda) e visitamos a "pedreira", a escola na qual os Incas recebiam representantes de todo o império para que pudessem aprender a arte de "cortar e comunicar" por meio das pedras. Cada rocha era talhada para uma finalidade, com um tamanho previamente estabelecido. Era uma técnica brilhante.


   


Enquanto visitávamos a cidade, Mário mostrou salas com janelas que tinham sido construídas para receber a luz do sol em um certo ângulo, em um certo dia do ano.

Era um modo dos Incas saberem quando era chegado o momento de plantar, de colher ou de esperar frio e chuvas. Eles conheciam astronomia e usavam a posição da luz do sol e das estrelas para alertarem sua sociedade sobre o momento pelo qual passavam.


  


Aprendemos isso, e muito mais, com o Xamã Mário El Puma. E as pedras começaram a fazer sentido.

  



 
  


  


 


 
 
 

 

 
  

 

 
 


  


Foram várias horas passando por entre pedras, entrando em casas, silos, espaços para rituais. No final, Mário reuniu novamente todos para orar, em agradecimento por termos conhecido em segurança esse espaço sagrado.

  

Dessa vez, um guarda rapidamente se aproximou e, dirigindo-se para Alcione, mandou que Mário interrompesse imediatamente a reunião. Quando viu que era uma oração... hesitou alguns instantes... mas ficou parado, esperando Mário terminar para tirar todos de lá.


   

O Xamã olhou para ele, voltou-se para o céu e para nós, continuou como se nada estivesse acontecendo, lendo a bíblia, e terminou seu agradecimento. Sua cultura religiosa é uma mescla das tradições Incas e Cristãs, razão pela qual ele usa orações e palavras com significados católicos.

Herança espanhola.


  


Algumas horas depois, já estávamos todos em Águas Calientes novamente, mas tínhamos chegado até onde queríamos. Com o guia certo, na hora certa.

Estávamos todos exaustos -- andar em Machu Picchu requer bom condicionamento físico -- mas contentes.

Pisamos na cidade perdida e compreendemos as mensagens deixadas por seu povo. Infelizmente, é impossível passar mais do que um pequeno punhado das atividades de nosso dia, naquela cidade centenária.

Agora, temos somente o retorno ao Brasil. Levaremos essa jornada em nossa memória, sabendo que os vários templos e cidades deixadas pelo povo Inca podem ser muito mais do que simples construções de pedra, por mais impressionantes que sejam.

São mensagens da história que fizeram, e ainda fazem, parte da vida de todos nós. Não é por outra razão que Machu Picchu foi escolhida pela ONU como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Um patrimônio que nos recebeu de braços abertos.


Aldo Novak

Jornada Machu Picchu
Viajando para fora.  Olhado para dentro. 
Mudando por inteiro em uma jornada inesquecível
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Leia Também os textos abaixo:



Blog EntryÁguas Calientes. The last outpost.Aug 28, '05 7:44 PM
for everyone
Blog de Viagem:
Povoado de Águas Calientes, Perú, 18 de agosto de 2005

Águas Calientes. The last outpost.
Boas vindas, brasileiros, à cidade de Águas Calientes, o último povoado antes das ruinas de Machu Picchu!


Essa foto, abaixo, é da sessão mico de turista . Que coisa ridícula esse cara está fazendo, copiando a estátua!




Relatório do dia

Águas Calientes, Hotel Presidente. Anotação das 12h40  


Chegamos. A viagem de trem foi boa e passou rapidamente. Os peruanos conhecem a importância dos trens. Estamos no melhor hotel de Águas Calientes e, apesar do nome, o que menos temos nesse hotel é "água". Água quente, então, é um luxo. Tenho que ligar para a gerência três vezes, até que resolvam ligar o gás. Um fio fino de água quente corre pelo chuveiro. Somente alguns minutos depois, a água quente realmente jorra... por menos de 5 minutos.

Nem quero conhecer o pior hotel do povoado.

Meu quarto também fica de frente para a rua principal, com uma linha férrea bem ao lado da minha janela. Felizmente, o trem entra na cidade tão lentamente, que nem escutei ele chegando.  Na primeira foto, abaixo, veja o trem do lado de fora da janela do meu quarto.  Na segunda foto, a visão do trem é bem melhor.

 

Você está vendo o passaporte, luvas, chapéu e jaqueta de couro, sobre a cama? Você acha que sou assim organizado, quando estou em viagem? Na verdade, só montei isso para compor a foto. Bastou fotografar e virou uma bagunça, sobre a cama! Outras fotos que tirei do trem, a partir da janela do meu quarto.

  

Nas imagens abaixo, o trem silencioso, na avenida principal.

 



Don Luiz liberou todo o grupo para passear por Águas Calientes até a hora do almoço. Aproveito para procurar um telefone público e faço algumas ligações para o Brasil. Depois, com calma, começo a explorar as alamedas deliciosas desse lugar.

Não demora muito para que eu cruze com outros brasileiros (não são do nosso grupo) que estão por todo lugar aqui. Há, também, alemães, japoneses, italianos, americanos... enfim, essa é uma cidade multinacional. Uma aldeia cosmopolita, se é que existe tal coisa. Praticamente não há peruanos passeando, apenas trabalhando.

A cidade é uma espécie de ONU turistica. E, apesar de eu me preocupar um pouco com a segurança, logo fica evidente que qualquer um que efetuar um assalto, aqui, nem consegue sair da cidade (carros não entram, somente trens). A polícia passeia pelas ruas e praticamente só há turistas, restaurantes, hotéis e lojas.

Conversando com outros do nosso grupo, concordamos que esse é o refúgio ideal para que você venha com seu amor. Esconder-se do mundo. Passar alguns dias aqui deve ser como desligar o tempo.

 

Apesar do comércio (há barraquinhas de tudo, em todo lugar), a atividade negocial não chega a ser exagerada, como em alguns países. Parece haver um equilíbrio entre os diversos serviços para turistas.

Na verdade, encontrei uma feira com produtos artesanais diversos, de um dos lados de Águas Calientes. Se eu tivesse dinheiro... e uma mala bem grande... Os restaurantes são bonitos e aconchegantes. Infelizmente, os banheiros e cozinhas são, em grande parte, péssimos. Antes de escolher um restaurante, dê uma olhada no banheiro e na cozinha deles. Acredite em mim: isso é importante.

Felizmente, há sim bons restaurantes, com bons critérios de higiene. Mas é necessário saber quais são, ou procurar... procurar... 

  

Há, também, dezenas de cybercafés, embora a velocidade da internet aqui seja pior do que qualquer uma que encontrei na viagem.
 

 

Carol, que foi uma das pessoas que menos comprou coisas, na viagem, começou a bisbilhotar camisetas e blusas, por aqui. Mas, que eu saiba, acabou não comprando nada. Eta economia!

 

Don Luiz e Éverton, em dois momentos distintos. Don Luiz, finalmente mais dencansado, de tanto trabalho que estavamos dando. Já, Éverton, como sempre calmo e observador.

  

Enquanto caminhava, por Águas Calientes, encontrava com parte de nosso grupo e fazia algumas fotos:

 

 
 

 


Águas Calientes. Anotação das 16h00  

Por volta do meio dia, nos encontramos para o almoço. Estavam todos famintos. Vejam os olhos do Walther Hermann, desesperado, e a Carol, rezando para a comida chegar logo:

  

As meninas trocando segredinhos... enquanto um grupo musical se apresentava para nós, brasileiros.

  

  

Comida e música são duas coisas que estiveram sempre juntas, em nossa viagem. O sabor do tempero peruano, assim como o boliviano, é ótimo.

 

 
Note que, ao lado do restaurante, há um rio que corre, dando um toque harmônico ao almoço. Na primeira foto, abaixo, Aline e Leo. Na segunda, Sandra.

 



O povoado é organizado. O serviço de limpeza e feito por mulheres, que flagrei quando estavam se organizando para o trabalho da tarde, na foto abaixo. Isso foi antes de eu pagar mais um mico, na outra foto...

 

Abaixo, algumas fotos da área interna do nosso hotel.

   
   

O dia continuou com muitas atividades.

No período da noite, fomos todos para as piscinas termais de Águas Calientes (lá sim, a água é quente, até pela origem vulcânica). São águas sulfurosas que, segundo alguns, têm propriedades curadoras. Sou extremamente cético quanto a isso.

Gostaria de ler papers com análises científicas, feitas em laboratórios sérios, sobre essas afirmações. Até hoje, só vi pseudo-estudos que baseiam-se muito mais em efeito placebo do que em testes clínicos. Mas, ainda assim, fomos todos para as piscinas.

Fiz algumas fotos mas, como não pedi autorização para publicar fotos de ninguém do grupo em trajes de banho, publico abaixo somente as (péssimas) fotos gerais e algumas fotos nas quais aparecem as cabeças de alguns membros do grupo. Nem com flash consegui boas fotos. As boas... não sei se sou autorizado a publicar . Então, vamos ter que nos virar com essas.

  

 


Águas Calientes. Anotação das 23h00  

Sei que corro o risco de exagerar nas fotos de restaurantes, mas nesse dia parece que ficamos mais tempo nos restaurantes do que na cidadela, até porque ela não é tão grande assim. Hoje foi mesmo um dia típico de turistas. Não tivemos nada de jornada sagrada. Mas é um dia de transição. Amanhã voltamos ao normal.

Além disso, o jantar foi especial. Afinal, teve um show musical diferente.

Com os internacionais Tono Zampona, Carol
Zampona e Aldo Novak Zampona!

Duvida?

Tudo parecia normal. Todos pedindo comida... comida... comida...


  

  

De repente, começa o show de Tono Zampona. O multi-instrumentista que toca como se fosse uma banda inteira.

 

Note que ele usava o corpo todo com diferentes instrumentos. E tocava o instrumento certo, no momento certo. Além disso, ele também cantava! Isso é que é "inteligência", como diz Walther Hermann. O cérebro multitarefa em ação.

 

E, para completar, Tono Zampona ainda precisou de dois colaboradores. Um músico internacional, chamado Aldo
Zampona, e uma musicista premiada, Carol Zampona.

 

Felizmente, já que eu estava tocando, não podia fotografar. O resultado é que não tenho nenhuma foto minha pagando esse mico. Mas todo mundo fotografou. Vamos ver se recebo as fotos deles, depois, e coloco aqui. Então, por enquanto, ficam somente as fotos da dupla internacional Tono & Carol!



Depois dessa, só dizendo boa noite. Amanhã chegaremos à Machu Picchu. Então, prepare-se para as fotos.

Uma ótima noite, para você, no Brasil (ou onde estiver lendo esse blog, claro).



Aldo Novak

Jornada Machu Picchu
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Leia Também os textos abaixo:



Blog EntryNo trem para Machu Picchu, com Inca Kola.Aug 27, '05 11:46 AM
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Blog de Viagem:
Montanhas dos Andes, Perú, 18 de agosto de 2005

No trem... bebendo Inca Kola
Estamos indo até onde as tropas espanholas nunca chegaram


Relatório do dia


Hotel Tambo Del Inka. Anotação das 06h00  

Estamos deixando o Valle Sagrado dentro de alguns minutos. Pena. É uma lugar muito interessante. Gostaria de ter ficado mais tempo por aqui, visitando Ollantaytambo novamente, passando pelas comunidades, entre as montanhas, e conversando com a população local.

Coisas estranhas: uma coisa que chamou nossa atenção -- e não é piada -- é o fato das pessoas que estão do lado de fora das casas, nas montanhas ou planícies, próximos à estrada, desde a Bolívia até o Perú, sempre acenarem longamente para nós, quando o ônibus passa. A primeira vez que notei isso, estávamos indo em direção ao lago Titikaka.

Veja bem, eles mal conseguem nos ver. Mas, ainda assim, dão um looooonnnggooo tchau, enquanto nosso ônibus vai passando na estrada. Na primeira vez que notei isso, pensei que fosse apenas uma família, sem ter o que fazer. Então, comecei a notar que todas as pessoas que estavam do lado de fora de suas casas, quando viam nosso ônibus passando (mesmo que estivessem à mais de 1 quilômetro de distância de nós) viravam para a estrada e acenavam.

Isso é realmente estranho. Dia-após-dia, acenando para todos os ônibus que passam? E nem estou incluindo automóveis e caminhões. Será que eles acenam para todos?

Me senti em um parque temático, no qual os funcionários têm que fazer isso. E fiquei pensando: por aqui, devem passar uns 100 ônibus turísticos por dia.... em 30 dias, são 3000 ônibus... como é que eles aguentam acenar sempre que um ônibus passa?

Sim, tem que ser para todos, porque, naturalmente, nosso ônibus não tinha nada de especial. Então, eles devem fazer isso por impulso cultural. Será que eram robôs? andróides incas? Será que estamos em um gigantesco parque temático? Será que estou em uma Matrix e o computador central não teve sensibilidade para notar que isso não foi natural?

É melhor eu parar com as perguntas. Mas, que foi estranho... isso foi. Não fotografei essa peculiaridade porque, sempre que eu via uma família acenando, não dava tempo de pegar a câmera, ligar, esperar ela "loadar", apontar, focar, ajustar a luz e clicar. Espero não estar em uma espécia de "Show de Truman"... mas que as famílias pareciam atores, ou andróides, isso pareciam!


Trem para Machu Picchu. Anotação das 09h00  

Embarcamos no trem que passa no Valle Sagrado em direção à cidade de Águas Calientes (também chamada "cidade de Machu Picchu").  Enquanto o trem avançava, podíamos ver o topo de algumas montanhas da cordilheira dos Andes, cobertas de gelo e neve.



Lá fora, devemos ter uns dez ou doze graus (e no topo das montanhas, pode passar dos 20 graus negativos) mas a temperatura vai aumentar durante o dia. Isso sempre acontece, por aqui. Dias "quentes" e noites geladas. A variação térmica de São Paulo é fichinha perto do que temos aqui.

Por isso, os Incas adoravam ao Deus Sol com tamanha devoção. Quando o sol desaparece, no horizonte, cai um frio mortal. É diferente do Brasil, onde um dia quente tem o calor acumulado pela atmosfera, que mantém as noites também quentes. Aqui, os dias são quentes (na medida do possível) e as noites frias. Em 24 horas podemos ter uma variação de até 25 graus, nos termômetros.

E você reclamava do Brasil...


Dentro do trem, estamos com uma temperatura confortável. E a turma aproveita para bater papo, com os outros viajantes. Abaixo, algumas fotos que tirei deles durante a jornada.

Borella, o melhor negociador (e piadista) que já vi na vida, e Edna, paciente que só ela. Vera, sempre atenta a tudo -- e comilona, como podemos notar pela foto -- e Chris, olhando montanhas e procurando seu bichinho de pelúcia, que levou na viagem...

 


Jussara, ainda com sono e, na segunda foto, Éverton e Leo.

 

A Márcia e a Marlise estão guardando o "pau de chuva" do Mário. Trata-se de um instrumento musical que replica o som de uma chuva, e é usado na música peruana ou em rituais xamãnicos. Na segunda foto, Luiz Otávio parece estar concentrado, mas eu acho que está mesmo dormindo, com o balançar do trem....

 

Abaixo estão Lio e Jaciana.  Lio havia passado mal, mas com os cuidados do docinho que estava ao seu lado, voltou a passar bem. Já Vivi e Irene estavam elétricas, com a aproximação de Machu Picchu.

 

Aline e eu, rindo, e Marcelo e Walther. Esses dois parecem que vieram da Suécia.

   

Don Luiz com Sandra, à lá Matrix, e Carlos, sempre boa praça.

 

Maria Tereza (Tetê, como passou a ser chamada
pelo grupo) e, na segunda foto, Waldecir e Mário.

 


No trem, há um serviço de bordo que oferece, entre outras coisas, a curiosa Inca Kola, a bebida nacional do Perú.
Na foto que abre este blog, Tetê está bebendo Inca Kola. Eles têm também Coca-cola, mas a maior parte das propagandas são da Inca Kola, refrigerante que existe há mais de 50 anos.

A Inca Kola está para o Perú, assim como o Guaraná está para o Brasil: é a bebida local, com sabor local e marketing local.

Quanto ao sabor... é algo que eu achei parecido com... Cebion... Não é ruim, mas não chega a ser "uma Brastemp"; de qualquer forma, é bom lembrar que quase qualquer refrigerante (incluindo Coca-cola, Pepsi, Guaraná, Fanta...) também não passam de xarope com açucar e nós apenas nos acostumamos com eles, depois somos condicionados por eles e... algumas pessoas, se viciam, neles. Com o volume de propaganda dos refrigerantes, aposto que se fossem feitos a partir do suco de algum inseto, ainda assim venderiam e haveria milhões de pessoas "defendendo" seus refrigerantes.

** a propósito: alguns corantes naturais para alimentos, especialmente os de cor vermelha, são extraídos do corpo de alguns insetos, e ninguém se importa com isso. A maioria das pessoas nem sabe disso. Arghhhh. Pelo menos a Inca Kola não tem corante vermelho...

A viagem entre o Valle Sagrado e Águas Calientes dura aproximadamente 3 horas, com o trem passando por entre as montanhas. Mas estou cansado (acordei muito cedo hoje). Vou batendo papo e coloco minha câmera na bolsa térmica. Por isso, não tenho outras imagens da paisagem.

Farei novas fotos em Águas Calientes. Se possível, volto hoje, no fim da noite, para colocar a segunda parte do dia, está bem?


Aldo Novak

Jornada Machu Picchu
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Blog EntryValle Sagrado e Ollantaytambo ( o Templo do Amor)Aug 25, '05 11:31 PM
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Blog de Viagem:
Cuzco, Perú, 17 de agosto de 2005

Agenda desandou, mas hoje teremos o Templo do Amor.
Com as mudanças de roteiro, acabamos ganhando uma manhã para não fazer nada


Relatório do dia


Valle Sagrado, Hotel Tambo del Inka. Anotação das 07h00  

Meu Deus do céu! Acabo de olhar meu webmail: 3275 mensagens me aguardam, no Brasil. Se você enviou algum e-mail para mim... acho que vou demorar um pouco para responder. Especialmente agora, que estou me acostumando ao ritmo lento desse país.

Agora, quanto a nossa agenda do dia:

Alcione bem que tentou. Mas as mudanças de roteiro, causadas pelos alterações de horários (para recebermos o restante de nosso grupo, que estava no Brasil e para a cirurgia do Éverton) acabou por criar um efeito dominó que provocou um buraco na manhã de hoje. Na verdade, pela primeira vez, não temos absolutamente nada para fazer, até o horário do almoço.

Sabe de uma coisa? Estou adorando não fazer absolutamente nada, por algumas horas. Até porque hoje visitaremos o Templo do Amor (Ollantaytambo - foto acima), e tenho razões especiais para ir até lá descansado.

Aproveitei o período da manhã para andar pelo hotel e fazer fotos. As primeiras foram
dos espaços abertos do prédio. As seguintes, do restaurante. Abaixo, a indicação dos bangalôs e uma das piscinas do Tambo.

 

Veja os bangalôs ao fundo.

 

Nessa imagem, consegui colocar o restaurante, a piscina e uma das montanhas. Lembre-se de que estamos em um vale, por isso estamos cercados por magníficas montanhas. Na segunda foto, uma fonte, na entrada do corredor principal, do hotel.

 

A fachada do hotel, no Valle Sagrado.

  

Em uma das "varandas" do hotel, uma tecelã produzia e vendia roupas.

  

Acordei cedo em praticamente todos os dias dessa viagem, até aqui. Na verdade, apenas uma vez precisei ser acordado pelo hotel. Todos os outros dias, despertei entre 5 e 6 horas da manhã. Por isso, tomei café hoje antes de todo o grupo brasileiro. Mas havia mais de 30 japoneses e coreanos, tomando café comigo! O hotel estava tomado pelo oriente!

Depois, fiz algumas fotos dos primeiros brasileiros a levantar. Abaixo, Maria Tereza, do Magazine Luiza, Marlise, do Rio de Janeiro, e Jussara (a primeira mulher motociclista do Brasil, que foi capa da revista Duas Rodas)...

 

Depois a Jaciana, um dôce de "amélia" (que se autodefine como "do lar") e Márcia, que foi campeã brasileira de Voley (acho que já contei isso).


  

Nas fotos abaixo, estão Sandra (a mais quietinha de todo o grupo) e Waldecir (que, por incrível que pareça, mandou a esposa para a lua de mel sozinha! dá para acreditar?)  -- mas alcançou ela três dias depois  .

 

Os outros brasileiros devem ainda estar dormindo. Então, vou deixar minha câmera carregando baterias, enquanto dou uma passeada pela cidadela.



 
 


Valle Sagrado, povoado. Anotação das 15h00  

Fomos almoçar no centro da cidadela, no Valle Sagrado. Como de costume, Alcione providenciou um grupo de músicas típicas:

 

Éverton, na segunda foto, já totalmente recuperado da cirurgia no dente!

  


Ollantaytambo. Anotação das 18h00  

Depois do almoço, partimos para conhecer Ollantaytambo. Um caminho repleto de montanhas, antes de finalmente chegarmos. Alcione (que, conforme descobrimos, é chamado na região de "Don Luiz Gonzales") liderou um pequeno grupo (composto por Éverton, Carol e eu) para um lado do templo. O restante do grupo, acompanhou Mário El Puma, para a parte de cima da montanha.


  

Essa foi a primeira vez que o grupo se dividiu, mas Don Luiz (Alcione) sabia do meu interesse especial por uma das mais belas histórias de amor de toda a civilização Inca. Meu interesse é literário e prático.

Estou desenhando, junto com a escritora e palestrante Rosana Braga, uma viagem chamada "Jornada Sagrada do Amor".  Serão 10 a 20 casais que viajarão conosco, por 10 dias, para inflamar o amor e tornar o que é ótimo em algo excepcional. 

Por enquanto (pelo menos avaliando o modo como estamos desenhando o projeto), não aceitaremos ninguém que não esteja acompanhado. Teremos novidades sobre isso até a metade de 2006, nosso deadline para divulgação. A viagem acontecerá para um local do mundo, até o final do próximo ano.

E Ollantaytambo, o Templo do Amor, tem uma relação direta com o trabalho que Rosana e eu estamos desenvolvendo. Carol e Éverton se desgarraram do grupo principal e nos acompanharam, em nossa investigação. São curiosos, esses dois...

  

Você deve estar se perguntando: que história de amor é essa? Os Incas nem mesmo tinham escrita! Como foi possível registrar uma história?

Boa pergunta. Gostaria de responder neste blog, para você. Mas não vou! Tomaria muito espaço e minhas investigações ainda não estão completas. Terei que voltar ao Peru, em fevereiro, para pesquisas complementares. Eu até correria o risco de escrever alguma bobagem. Só hoje, visitando este templo, tive certeza de que quero incluir isso ao meu trabalho.

A foto abaixo, mostrando a luz que vem das montanhas, tem relação direta com esse amor Inca.

E com meu trabalho, em desenvolvimento.


 


Abaixo, outras fotos do templo

 

As duas fotos abaixo são muito interessantes. A primeira mostra a face de imperador Inca, com mais de 200 metros de tamanho, com uma coroa (na verdade, a coroa são torres de vigia, construídas sobre a cabeça do imperador).  Na foto ao lado, um mosteiro no qual viviam as virgens de Ollantaytambo.

As duas construções estão tão altas que tive que usar minha teleobjetiva no máximo, para obter as fotos, multiplicando por vinte vezes o tamanho das imagens. Os Incas não economizavam na audácia de seus monumentos.

 

 


Quem não gosta de altura, precisa se cuidar e ficar na parte de baixo dos templos. Há um certo risco em caminhar pela parte alta desses lugares. Aparentemente, os Incas tinham um fascínio especial pelo risco da queda, e o governo peruano parece não se preocupar em instalar serviços de segurança para turistas (talvez, para não danificar os próprios locais).

Se você vier visitar Ollantaytambo, cuidado redobrado com as escadarias e com as passagens laterais das montanhas. Não leve muito peso com você. O vento forte, aliado aos espaços pequenos, podem fazer com que você balance na hora errada.


 

Acima de tudo: não leve crianças de colo jamais. Aliás, nem leve crianças para a parte superior dos templos. Não vale o risco. Também jamais suba se você tiver algum problema de labirintite, ou alguma infecção nos ouvidos (que podem fazer com que você sinta alguma tontura). Na dúvida, visite somente a parte de baixo dos templos. Deixe a parte de cima para quem estiver com total segurança.

As fotos não deixam claro os riscos desse templo. Ele é muito alto. Tenha cuidado (sou meio neurótico por segurança).




Valle Sagrado, Hotel Tambo del Inka. Anotação das 23h00  

Após um dia cheio de aventuras, chegou a hora do ritual da fogueira. Ao lado do rio sagrado Urubamba, nosso grupo se reuniu com Alcione e com o Xamã Mário El Puma.

O ritual é calmo. Inclui músicas e, tendo o rio Urubamba como fundo, "El Puma" busca força nos "espíritos dos antepassados", para "limpar" nossos problemas, medos e "energias" ruins. Não adianta eu descrever o que ele faz porque, como tantas coisas na vida, essa é uma que precisa ser experimentada, não descrita.

Alem do mais, cada pessoa interpreta o significado do ritual de uma maneira própria. Mas deixo as poucas fotos que temos, para você olhar.


 


 

 


Ao final, voltamos para o hotel, onde uma noite de descanso nos aguarda. Amanhã, vamos para a cidade de Águas Calientes, bem pertinho de Machu Picchu.

Nossa penúltima parada, antes do final de nossa Jornada.



Aldo Novak

Jornada Machu Picchu
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Blog EntryCrianças das montanhas. Algumas, com filhos.Aug 25, '05 6:25 PM
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Cuzco, Perú, 16 de agosto de 2005

Crianças das montanhas. Algumas, com filhos.
Cada passo de uma jornada como essa me lembra da frase: Para quem tem um porquê, sempre há um como.  As crianças de Pisac, foram meu lembrete, esse dia.

Relatório do dia


Ônibus fretado, Valle Sagrado, Perú. Anotação das 20h00:

Consegui voltar hoje, ainda, para terminar o dia. Por volta das 3 da tarde, chegamos ao sítio arqueológico de Pisac. O vento e a altitude derrubaram a temperatura e tiramos os casacos, jaquetas e toucas das malas.

Os Incas desenvolveram um processo para plantar em montanhas, criando terraços de cultivo (como os que aparecem nas fotos abaixo). Uma solução engenhosa (também usada no Japão feudal, por exemplo).

 

Caminhamos por verdadeiros abismos, nas montanhas, sob liderança de Mário El Puma. Ele nos guiou até um dos lados do complexo arqueológico, no qual os Incas enterravam seus mortos. Mas não era no chão que eles faziam isso, e sim em covas nas laterais das montanhas.

Eles acreditavam que os mortos deveriam ficar lá, para que o Condor pudesse buscar suas almas e leva-las para sua nova vida.

Infelizmente, todos os corpos foram saqueados pelos espanhóis que, com a desculpa de estarem levando o cristianismo aos "índios", saquearam e roubaram todo os mortos.

Que exemplo nós demos, heim. É difícil não ter vergonha da história de invasão, saques e mortes dos Espanhóis, Portugueses e outros europeus, na América do Sul e na África. Não é a toa que esses impérios ocidentais ruiram. Os Estados Unidos assumiram a posição deles, atualmente.  E, a julgar pelo comportamento atual, vai ruir também.

A história mostra que isso é apenas uma questão de tempo. Claro, Bush nunca leu livros de história. Só a alteração das ações da bolsa de valores e o preço do petróleo.

Mas, voltando ao que importa, lá estávamos nós. Do outro lado de Pisac, uns mil metros acima do nível do terreno, com um delicioso vento quase nos derrubando. Delicioso porque, como fui "caminhante" de montanhas por muitos anos (fazia parte, com Rob Farias, do grupo 'Pé de Poeira') sempre gostei do vento montês, especialmente quando ele tentava arrancar nossas barracas e, com sorte, nos enviava toneladas de água, em chuvas tropicais torrenciais. Algumas pessoas não gostam de vento mas, para quem conhece montanhas, melhor que vento, só água e chuva.

* Uma vez, meu grupo se perdeu nas montanhas, no Brasil. Dez horas sem água (nem de chuva), sob o sol inclemente e sem nenhum vento, e nós começamos a comer chuchus silvestres crus (grudentos), para tirar a seiva e matar a sede. Depois disso, nunca reclamo em tomar chuva e vento, nas montanhas...

Bem, chuva é algo que não vimos um só dia, aqui no Perú.

Enquanto Mário falava, todos nós refletíamos sobre a visão dessa cultura milenar, da qual ele faz parte.

 

 

 


 
 

Depois de ouvirmos as explicações "National Geographic" do nosso guia, que as vezes se emociona -- por estar falando dos próprios ancestrais, já que ele tem sangue Inca por parte de mãe -- Mário El Puma nos levou para conhecer um grupo de crianças e adolescentes, alguns metros depois.

São crianças carentes de 5 até 18 anos. Meninas de 14, 15 ou 16 anos carregando seus filhos em cestos, nas costas. Em seus olhares, é possivel ver esperança, embora seja difícil saber o que estejam pensando.

 

Então, cercamos as crianças (uma delas carregando uma ovelha) e todas carregam contas, colares e algumas tralhinhas típicas, na esperança de que compremos algo.

Sabendo que não é possível comprar algo de todos, escolho de quem vou comprar alguma coisa. Essa menina, que carrega um filho nas costas (foto abaixo).

 


Note que não são pedintes. São trabalhadores, que produzem uma série de objetos ornamentais e os vendem.

Não estão pedindo esmolas, mas é difícil não ficar emocionado com o fato de termos tanta coisa mais do que eles, e ainda reclamarmos, vez ou outra, de nulidades que nos cercam.


Mário explica que as mães jovens, do grupo, foram abandonadas pelos pais das crianças. Sem terem para onde ir, elas precisam manter seus filhos, e o fazem produzindo e vendendo fitas, pulseiras e contas. Para quem tem um porquê, sempre há um como.

Claro que temos problemas semelhantes no Brasil, mas não estou no Brasil nesse momento. E só podemos agir no local no qual estamos, no momento que estamos vivendo. Só é possível ajudar no aqui e agora.

Aqui no Peru, em Pisac, em uma colina onde o vento cortante assusta até quem conhece os ventos. Agora, quando um grupo de crianças vem oferecer produtos para nós, turistas em uma jornada de auto-conhecimento. Já que estamos aqui, aprendendo com a história deles, nada mais justo que paguemos um preço por isso.

 

O golpe fatal (digamos, que seja uma poderosa arma de vendas) acontece quando as crianças começam a cantar, em coral, uma canção tipica, para nós. O vento aumenta dramaticamente. Nós, brasileiros, nos encolhemos de frio. Seguramos os bonés e toucas. Mas as criança continuam cantando como se fosse um coral cantando na praia. Metade das pessoas que conheço correriam para casa, tomando café quente em frente à televisão, assistindo pela quinta vez o mesmo longa metragem, fazendo de conta estar vivendo.

Talvez por isso elas não estejam aqui...

A apresentação avança e fico olhando para o bebê, nas costas da menina. Já estou incomodado, porque se fosse minha sobrinha (mais ou menos da mesma idade) acho que todos nós lá em casa já estaríamos em pânico. Como é que esse bebê suporta isso? Como é que essas crianças suportam isso?

Tem muita criança mimada que devia passar por isso, uma vez na vida, para dar valor ao que seus pais fazem. E muitos pais que deviam ver do que uma criança é capaz, quando está sozinha no mundo, como essas.

Depois que elas cantaram, todos nós compramos algo de cada uma delas. E seguimos viagem para nosso hotel.

Quanta sorte nós temos. Vamos para um hotel de luxo, enquanto elas terão sorte se tiverem um fogo e uma sopa, para passar a noite.

Vamos descendo a montanha, caminhando até nosso ônibus. Carol é tão sorridente que até em um furacão essa menina deve sorrir. Também havia feito uma foto de duas crianças (que não faziam parte daquele grupo) e que escutavam as explicações do Mário sobre seus antepassados. Provavelmente, ele estava sendo seu único professor de história. Em seguida, partimos.

 
 


Hotel Tambo Del Inca. Anotação das 00h00:

Chegamos em nosso hotel. Imagine o paraíso. É lá. Quando peguei a chave do quarto, descobri que não era um quarto. Era um bangalô. Arquitetura excepcional, serviço internacional (certamente, muito acima da qualidade média dos hotéis peruanos) e um aconchego que faz do Tambo Del Inca a melhor escolha, no Valle Sagrado.

Veja o restaurante, visto a partir da piscina. Durante nosso jantar, o hotel providenciou um show, com uma harpista típica.


  


Walther, Vivi, Carol e eu fingimos que jogamos bilhar, na sala de jogos do hotel. Mas, lamento informar, a mesa venceu todos nós... Essa pose de que sabemos o que estamos fazendo, é pura ficção.



 

 

Uma olhada nos bangalôs, e alguns dos participantes já se apaixonaram pelo Tambo. Carol já avisou que vai passar sua lua de mel lá mesmo... embora ainda não tenha um noivo para informar sobre a decisão... mulheres...


 
   

Por hoje é só. Incrível, como o dia de hoje rendeu um texto tão longo. Na verdade, dois. Acho que estou inspirado e digitando muito rápido. Desculpe. Amanhã serei mais econômico. Estou cansado. Boa noite, ai no Brasil.





Aldo Novak

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Blog EntryCuzco, lhamas e o Valle SagradoAug 25, '05 11:46 AM
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Cuzco, Perú, 16 de agosto de 2005

Aqueles que são importantes
Se você não sabe quais são as poucas pessoas que importam, na vida, corre o risco de perder a única coisa que importa: As pessoas.

Relatório do dia


Hotel, Cuzco, Perú. Anotação das 07h00:

Hoje é aniversário do meu irmão Eduardo, que está no Brasil. Quero tentar ligar para ele, antes de começarmos a descer para o Valle Sagrado. Já comprei um presente, antes de sair do Brasil, e deixei com minha mãe, para que ele receba hoje. Tomara que eu consiga ligar. Telefones de hotéis, no Perú, são terríveis. Os orelhões são muito melhores. A Telefonica (a mesma do Brasil) opera a maior parte do serviço público e, ironicamente, é muito melhor do que os telefones em hotéis.

Mas não há telefones nas montanhas...

O tema de hoje, do coaching, é "Relações nas Palmas das Mãos" e "Mandalas da Vida". Mas há dois complicadores. Três brasileiros (Waldecir, Jussara e Leonardo) que chegaram ontem, do Brasil, se encontrarão com nosso grupo hoje, aqui em Cuzco. Não sei se será possível aplicar o trabalho ao grupo todo. O maior problema, entretanto, é que o volume de atividades para fazer, locais para visitar e cerimônias sagradas agendadas não dá praticamente nenhum tempo para que eu reúna o grupo. Em fevereiro devo trocar as atividades de coaching por conferências ou workshop. Vou pensar.

De certo modo, os problemas de tempo lembram os workshops apresentados por Walther Hermann, que está conosco. Hermann (que aparece na foto, acima) é especialista em uma ampla gama de atividades, mas hipnose (Eriksoniana) e PNL são alguns de seus temas. Seus (ótimos) workshops desafiam o tempo, porque entramos no sábado pela manhã e saímos no domingo, no final da noite. E mal notamos isso. Mal olhamos para fora da janela, nos eventos dele.

Aqui, entretanto, se eu impedir essa turma de olhar para fora, nessas paisagens, acho que não volto vivo para o Brasil . Quem mandou eu querer competir com os Incas!

Além disso, reunir todos ao final da noite, quando estão com suas forças esgotadas, não é bem minha noção de eficácia. A partir de hoje, vou começar a preparar o trabalho de coaching à distância, transferindo automaticamente alguns (ou todos) os exercícios individuais para que tenhamos um complemento no Brasil. Não aplico coaching à distância com quem não seja meu cliente presencial, mas como estamos cada vez mais próximos, uns dos outros, estou montando dossiês sobre cada um dos participantes, como se estivessem comigo em uma sessão normal.

De qualquer modo, estão se divertindo e não dá para competir com o que estamos encontrando por aqui.

Teremos, também, que fazer uma alteração no roteiro, para que nossos retardatários não percam o Valle Sagrado. Mas essa é uma preocupação do Alcione, que parece aqueles contra-regras de programas de TV, correndo para todos os lados, sem que ninguém note,  e garantindo que as pessoas que estão em casa possam assistir aos programas conforme o planejado. Eu não gostaria de estar no lugar dele, correndo para dez lugares ao mesmo tempo para resolver os pepinos de bastidores... Minha posição é muito mais confortável.

No ônibus fretado. Anotação das 15h00:

Depois de uma manhã tipicamente turística, fomos almoçar (dessa vez, com buffet servido por uma típica peruana). Típica para turistas, claro. Como as "baianas" que vendem acarajé, na Bahia. Elas não se vestem assim quando vão fazer compras, em Cuzco...


 

 
  

Waldecir (foto acima) se deu bem logo ao chegar. Pelo jeito, ele nem prestou atenção ao almoço . Love is in the air...

No ônibus fretado. Anotação das 17h00:

Antes de iniciarmos a descida para o Valle Sagrado, passamos mais uma vez por Saqsayhuaman, para que Jussara, Leonardo e Waldecir pudessem conhecer. Aproveitamos para ver, de dia, o que tínhamos visitado sob o luar e as estrelas, na noite anterior.

 

 

Olha o Waldecir e a Aline... huummmmmm...  Na foto seguinte, Everton, Carol e Marcelo. Os três "manguaceiros". Dá-lhe vinho...

 

Esse ai, com cara de Indiana Gomes, soy jo. Logo em seguida, embarcamos para o Valle Sagrado. Carol, já no ônibus, e uma sequência de fotos do pessoal.

  

Marcelo e Everton. Luiz Otávio e Chris.

 

Borella e Edna, Leonardo e Jussara.

 

Vivi e Walther. No banco de trás, Waldecir e Aline. Alcione, na foto da direita.

  

Abaixo, nossas amigas Lhamas. Borella se apaixonou por uma lhama, que alimentou e abraçou (alguém tirou uma foto dele abraçado com ela, mas não tenho essa preciosidade).

 

O descida para o Valle Sagrado é belíssima. Essas fotos mostram menos de 1% do que vimos...

 

 

 

Durante a descida, algumas meninas resolveram comprar sementes... e lançar uma nova moda. Quero ver usar isso no Brasil.




Depois disso, seguimos para o complexo arqueológico de Pisac. Mas já escrevi demais. Tenho que ir, agora. Volto amanhã.

Abraços a todos no Brasil. Será que a turbolência do governo continua, por ai? Aqui, só estamos vendo lhamas...


Aldo Novak

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Blog EntryCaverna do Medo: Saqsayhuaman e a noite em CuzcoAug 24, '05 10:52 PM
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Cuzco, Perú, 15 de agosto de 2005

As sombras do medo. Seu maior inimigo vive com você.
Nove em cada dez fracassos são causados pelo medo.


Relatório do dia


Saqsayhaman, Perú. Anotação das 19h00:

Depois do almoço, vinha uma atividade para questionamento dos medos interiores, aqueles entraves mortais que nos cercam, mas que realmente não existem. Sabe aquela pessoa que tem tudo "de bandeja", mas hesita na hora exata? Aquela pessoa que tem a chance de alterar o curso da sua história pessoal, para colocar no lugar tudo o que está fora do lugar... mas sente medo? Aquela pessoa que sabe que devia enfrentar os obstáculos, mas teme sair da zona de conforto?

Pois é.  Gosto de chamar isso de "síndrome do medo das sombras", porque esses medos são como sombras: estão lá, mas você nunca viu uma sombra atacar alguém, viu?  (por isso, tirei essa foto, no templo de Saqsayhuaman, mostrando somente sombras...). A mãe de uma amiga de infância, costuma dizer: "é melhor ficar vermelho uma vez... do que amarelo para o resto da vida". Sábias palavras.

Tem muita gente amarela, por ai. Espero que você não veja uma delas no espelho...



Chegamos em um dos lugares mais belos do dia: o templo sagrado de Saqsayhuaman. Este é o mais sagrado e importante templo de todo império inca.

O Xamã Mário "El Puma" nos levou para conhecer Saqsayhuaman de uma forma muito curiosa. El Puma caminhava por entre as rochas, explicando a razão de cada uma de suas principais pedras -- algumas vezes para rituais, outras vezes para ensino dos jovens Incas... e algumas outras para que os participantes pudessem compreender seus medos, seus motivos e a importância de seus compromissos para com os outros e, claro, para com o Deus Sol.

Mário explicava a razão de cada uma das principais pedras estarem em determinada posição. Os Incas dominavam a astronomia com admirável maestria, e a posição de pedras, monumentos e espelhos d'agua tinham uma função muito específica.

O difícil é entender como eles faziam isso sem conhecerem a escrita.

 



E aqui temos um problema. Olhando as fotos, você não terá a mínima idéia do que é esse templo. Seria necessário escutar as explicações de Mário e olhar para as pedras, escolhidas a dedo, pelos Incas, para enviar uma mensagem para as futuras gerações.

Gostaria de passar para você o que aconteceu lá, mas é praticamente impossível. Primeiro, porque o gigantismo disso é algo que se perde nas fotos; segundo, porque apenas quando estamos lá, olhando para as pedras e os sinais, deixados pelos Incas, acreditamos que aquilo foi feito com um propósito claro. Ainda assim, aqui vão algumas fotos, para você olhar. As rochas abaixo, por exemplo, têm até cinco metros cada uma. Elas foram cortadas e encaixadas por um processo difícil de aceitar. Mas o fato é que estão lá, e contra fatos, não há argumentos.


 
 





 



Com o passar das horas, nosso grupo passou por entre rochas, frestas, escadas internas... enfim, parecíamos baratas passando por entre pedras. Mas, ao contrário de outros grupos (geralmente, turistas acompanhados de guias "normais") nosso grupo teve chance de passar com Mário por momentos sagrados, que nem sequer teria como explicar no blog.

E um desafio.

Todos nós entramos em uma caverna, de escuridão total, que os Incas usavam para que cada pessoa encontrasse, lá dentro, seus próprios medos e receios. E tinham que sair do outro lado, vitoriosos. 
Em La Chinkana os incas realizavam alguns de seus rituais mais importantes.

Quem dera eu pudesse enfiar na cabeça de muitas pessoas que conheço a importância de acabarem com seus medos e agarrarem com unhas e dentes as oportunidades que a vida apresenta. Pensei em algumas delas, que estão no Brasil, e gostaria que passassem por isso, mesmo sem estarem aqui.

Alguns rituais nos forçavam à interiorização. Enquanto o entardecer chegava, escutávamos Mário El Puma, em meio àquelas rochas centenárias. E refletíamos.

 

A temperatura, que de dia chegou aos 25 graus, despencou dramaticamente logo depois que o sol desapareceu. Por volta de seis da tarde, devíamos ter uns 7 ou 8 graus. Jaciana e Liu se abraçaram na saída da área de rituais dos Incas.

Há um romantismo especial nesses lugares, e isso se refletiu no grupo.


 

Logo em seguida, a noite caiu e as fotos ficaram inviáveis. Ainda assim, sob o luar, permacecemos visitando o templo. Somente nós e nosso guia.

Como os Incas faziam há mais de 500 anos.


Cuzco
, Perú. Anotação das 23h50:

Voltamos para o hotel e saímos para jantar pela noite de Cuzco. A cidade, como havia dito no último blog, é feita para a noite. Sua arquitetura, suas luzes, suas alamedas e vielas, tudo remete a um estado de aproximação. O ar que respiramos se torna mais "colonial", se é que existe tal coisa.

 

Belo lugar para vir com a namorada/o ou esposa/marido. O romance paira no ar.

 


No restaurante, quase todos foram de pizza, exceto Walther Hermann e Luiz Otávio, que não comem derivados de leite. Vinho também foi uma das bebidas mais consumidas.

 

Mas ninguém dispensava a água, sempre mineral, em todas as refeições, como você pode notar pelo número de garrafas d`agua na mesa.


 


Depois dessa foto, a bateria da câmera acabou. Mas Cuzco convida a sair. A noite avançou, para uma parte dos nossos participantes.

Mas isso vai ficar fora do blog... para que eles não me joguem de uma montanha 

Amanhã, desceremos pela encosta de um dos locais mais lindos do Perú. O Valle Sagrado. E vou contar como será essa viagem.

Boa noite, ai no Brasil.


Aldo Novak

Jornada Machu Picchu
Viajando para fora.  Olhado para dentro. 
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Leia Também os textos abaixo:


Blog EntryCuzco, a jóia do coroa na invasão aos IncasAug 24, '05 10:59 AM
for everyone
Blog de Viagem:
Cuzco, Perú, 15 de agosto de 2005

O Enfrentamento dos Medos
Conhecendo Cuzco. Conhecendo você mesmo.


Relatório do dia


Cuzco, Perú. Anotação das 07h00:

Chegamos ontem, por volta da meia-noite. O grupo, que na verdade tinha 22 componentes até agora, passará a 25 hoje, com a entrada de Waldecir, Jussara e Leonardo, que estão chegando do Brasil.

Cuzco é uma cidade muito charmosa, quando anoitece (foto), com um ar colonial em suas igrejas e construções centenárias, espalhadas por toda parte. A Praça das Armas, no centro, congrega as principais vias da cidade. Isso acontece porque os europeus, quando invadiram, tentaram transformar a cidade em uma espécie de "europa na América do Sul". Falharam. Por isso, a mistura de cultura incáica e européia é ainda melhor.

Depois de um welcome coffee, que de café não tinha muita coisa (o café peruano é... estranho, para dizer o mínimo), caí na cama e dormi como uma pedra.

Passei o dia cuindando de mim mesmo, para curar a gripe, e funcionou. Usando os remédios certos, evitando drásticas mudanças térmicas (um tanto difícil, por aqui), bebendo muita água (que, aqui, deve ser sempre mineral) e preservando as energias (nem me movi, muito), acabei forçando o vírus da gripe a voltar para sua trincheira. Resultado:
Depois de um dia com febre e gripado, acordei totalmente novo, como se nunca tivesse ficado doente.


Cuzco, Perú. Anotação das 10h00:

Sandra (na foto abaixo, à esquerda) e Márcia acordaram com a corda toda, prontas para nosso dia em Cuzco. Elas são um contrapeso interessante no grupo. Sandra, por exemplo, é o contrário de Borella. Enquanto ele é o mais showman do grupo, ela é tão "low profile", tão quietinha, que temos que arrancar comentários dela.

Já Márcia, que foi campeã brasileira de Voleibol, é cheia de energia (durante a subida de um dos templos, eu estava mais ofegante que ela).



O tema de hoje é "Medo e Coragem: A Vitória Sobre os Fantasmas". Estou sentindo a integração do grupo cada vez maior. Para todos que estão nessa viagem (entre os quais, me incluo), a jornada está saindo muito melhor do que esperávamos, apesar dos percalços.

Além disso, Everton tem uma cirurgia no dente marcada para daqui a pouco, e Alcione vai acompanha-lo para garantir que toda a burocracia do seguro-saúde internacional, de viagem, seja seguida (e ainda tem gente que reclama quando a gente inclui o seguro viagem nos passeios...).

Everton comentou o problema com a cirurgia no dente de uma forma que é um exemplo. Ele disse que
"em uma jornada como essa, onde o imprevisto é o mais certo, deveremos manter em mente de que toda a suposta adversidade, efetivamente, deve ser transmutada em aprendizado!".

Assim ele nem precisa de um coach!

Mesmo com as dificuldades dos primeiros dias, quando a maioria de nós sentiu os efeitos da altitude, creio que estamos aproveitando cada vez melhor, nossa viagem.

Em meu trabalho de coaching do dia, minhas metas são tratar de temas como Quebra de paradigmas, medos e a terceira parte do Missionamento. Ajudar os participantes no estabelecimento de suas Declarações de Missão parece ser o mais difícil, nesse grupo. Talvez tenha que incluí-los em meu programa de coaching à distância. Farei uma reunião de briefing com os 22 participantes dentro de alguns minutos, para que todos procurem seus medos, os bloqueadores dos sonhos.

Como aconteceu nos dias anteriores, vou deixar que tudo flua organicamente. Se eu sentir que devo alterar o meu programa, devido as peculiaridades desse grupo, simplesmente mudo o peso das minhas atividades, corto, cancelo ou acrescento o que achar que devo, para tornar a experiência superior, para todos.

Converso com os Xamãs e com Alcione Luiz Giacomitti o tempo todo, para decidirmos o que incluir, o que mudar ou qual o peso adequado para cada atividade. Embora eu próprio seja totalmente cartesiano, técnico e científico no conteúdo, sou também extremamente flexível na forma. Por isso, admiro o trabalho dos Xamãs, especialmente porque eles dizem exatamente as mesmas coisas que eu digo, mas com uma "roupagem" diferente. Eles usam "energias". Eu uso psicologia aplicada. Eles usam o Deus Sol. Eu uso Skinner. Eles usam "voz interior". Eu uso Carl Jung. Eles falam em forças dos espíritos. Eu falo em matemática e força das metáforas.

Duas terminologias. Um só conteúdo.

Depois do café da manhã, no hotel Vila Hermoza, nosso ônibus fretado veio nos buscar e partimos para conhecer Cuzco, a Capital do Império Inca.

Cuzco. Anotação das 11h30:

Iniciamos nossas atividades após o café da manhã, por volta de 08h30, conhecendo o centro histórico da cidade de Cuzco, considerada a Capital arqueológica das Américas e a primeira cidade do novo mundo.



Nosso guia, Mário "El Puma" nos levou até um dos pontos mais elevados da cidade, de onde foi possível ter uma visão ampla da belíssima Cuzco. Na foto abaixo, vemos a Praça das Armas. Na segunda foto, aproximei a teleobjetiva, para uma visão mais detalhada da praça.




Como você pode ver, na foto abaixo, eu já estava bem melhor. Estou usando um amuleto típico, com o calendário anual inca. Já que essas coisas são complicadas de usar no Brasil, para dizer o mínimo, todos do grupo usaram e abusaram de roupas, amuletos, toucas e penduricalhos típicos.

Em Roma, faça como os romanos. Eu cheguei a comprar um poncho, que até usei na cerimônia da fogueira.

 


Ser um descencente de índios, em Cuzco, não é fácil. Essa senhora, abaixo, tem um trabalho curioso. Ela é "fotografável". É modelo fotográfico típico, para turistas. Praticamente não fala, é velhinha e não há como não ficarmos tocados pelo fato de ela não pedir nada, para ninguém. Apenas senta-se lá e deixa-se ser fotografada. Quem tem o mínimo de consciência, paga pelas fotos (geralmente, um ou dois soles, cerca de dois reais).

É um modo de turistas verem alguém usando um traje típico. É um modo dela sobreviver de modo ético e respeitoso. "Para quem tem um porquê sempre há um como".



Depois de termos conhecido Cuzco por cima, passamos pelo mercado municipal, pelas escolas (as crianças que passam na rua vão cumprimentando a todos os estrangeiros) e até tivemos o acompanhamento de um policial, que estava "protegendo" o grupo e possíveis batedores de carteira. Na foto abaixo, vemos Carlos, o policial peruano, Carol e Aline. Na seguinte, Carol e eu, em frente a uma das inúmeras igrejas, em Cuzco (as fotos abaixo foram tiradas pelo Carlos, pois eu estava sem câmera, nesse dia).

 

O policial nos acompanhou o tempo todo, para garantir que estivéssemos seguros. Ele não conhece São Paulo...

Era dia de festa, em Cuzco. Aniversário de uma padroeira, se não me engano. Um desfile típico cruzava as ruas e algumas meninas do grupo até ensaiaram alguns dos passos, para entrar na festa. Era o carnaval deles.




Almoço em Cuzco, Perú. Anotação das 15h30:

O almoço aconteceu no restaurante La Casona del Inka, com grupo musical típico (aliás, Alcione providenciou para que tivéssemos música ao vivo, típica, em praticamente todos as refeições, no Perú).

 

 



A paisagem que tínhamos da cidade de Cuzco, a partir do nosso restaurante, era essa:



Depois da manhã turística, deixamos o período da tarde para atividades especiais, inclusive no belíssimo templo sagrado de Saqsayhuaman.

Mas isso, conto no próximo blog. Tenho que ir. Vamos para a próxima atividade.



Aldo Novak

Jornada Machu Picchu
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